Tipos de mensagens eletrônicas utilizadas:
E-mail
Um estelionatário envia e-mails falsos forjando a identidade de entidades populares consideradas confiáveis, tais como sítios de entretenimento, bancos, empresas de cartão de crédito, lojas, órgãos governamentais, etc.
Geralmente, as mensagens são enviadas para milhões de endereços de e-mail que foram previamente coletados na Internet. A entrega dos e-mails, normalmente, é feita por computadores que estão sob o controle de pessoas mal intencionadas e incluem principalmente servidores web mal configurados e computadores com conexão banda larga infectados com cavalos de tróia (trojans) propositalmente desenvolvidos para permitir o envio de e-mail em massa (spam).
Recados no Orkut (”scraps”)
Recentemente, o popular site Orkut.com tem sido muito utilizado para o roubo de informações bancárias através de mensagens de phishing deixadas no “Livro de recados” (”scrapbook”) dos participantes.
A identidade contida nas mensagens é de uma pessoa conhecida da vítima, o que aumenta a probabilidade de sucesso do golpe. Essa identidade é obtida, normalmente, pelo roubo (geralmente via phishing) do login e da senha do Orkut da pessoa que está “enviando” o recado.
O conteúdo do recado é algo pitoresco, tal como fotos de supostas festas, assuntos sobre celebridades, piadas, entre outras coisas. A mensagem contém uma ligação que aponta diretamente para um cavalo de tróia de captura de senhas bancárias (e as vezes senhas do próprio Orkut). Esse programa é manualmente baixado e executado pelas vítimas do golpe. Atualmente, está se usando técnicas de phishing via navegador no próprio orkut, os perfis dos usuários agora aparecem como ligações para sítios variados para phishing ou como apenas captura do endereco IP para mandar inúteis pop-up’s ou para encher e-mails de SPAM ou qualquer outro tipo de técnica seja qual for ela.
Roubo de informações bancárias
A forma de persuasão é semelhante à do roubo de identidade, porém a mensagem recebida contém ligações que apontam pra sítios que contém programas de computador que, se instalados, podem permitir a captura de informações, principalmente números de conta e senhas bancárias. A instalação desses programas é, na maioria absoluta dos casos, feita manualmente pelo usuário. Tecnicamente, pode existir a possibilidade da instalação automática desses programas apenas pela leitura da mensagem, mas isso depende de uma combinação de muitos fatores, que raramente acontece (e que não vale a pena ser explicada aqui).
No Brasil, o phishing via e-mail não vem apenas com o nome de entidades famosas. São usados diversos tipos de assuntos com o intuito de atrair a curiosidade e fazer com que o receptor da mensagem clique na ligação contida junto ao corpo do e-mail. Na figura ao lado uma suposta admiradora secreta envia supostas fotos suas. Na verdade, a ligação não contém fotos, mas sim um arquivo executável, que ao ser baixado e executado instala um cavalo de tróia (trojan) bancário no computador do usuário.
Outro tema muito comum são os cartões virtuais. Eles são um bom chamariz, visto que é comum as pessoas trocarem cartões virtuais via e-mail.Os supostos cartões virtuais, normalmente, têm a sua identidade associada a de algum sítio popular de cartões virtuais. Isso ajuda a tentativa de legitimar o golpe e tenta dar mais credibilidade à farsa. A mensagem tem o mesmo formato e, geralmente, utiliza as imagens originais dos sítios de cartões virtuais. Um detalhe em que o usuário deve prestar a atenção são os erros de gramática que essas mensagens geralmente apresentam.
Outro detalhe fundamental é que ao clicar em ligações contidas nessas mensagens quase sempre é aberta uma janela para download de arquivo. Nenhum site sério de cartões requer que o usuário baixe qualquer arquivo!
Roubo de identidade
Uma técnica popular é o roubo de identidade via e-mail. Estelionatários enviam e-mails tentando persuadir os receptores a fornecer dados pessoais sensíveis, tais como nome completo, endereço, nome da mãe, número da segurança social, cartões de crédito, números de conta bancária, entre outros. Se captados, esses dados podem ser usados para obter vantagens financeiras.
A identidade usada nessas mensagens, geralmente, é de órgãos governamentais, bancos e empresas de cartão de crédito. No corpo da mensagem, normalmente, existem ligações que apontam para sítios falsos, normalmente muito parecidos com os sítios verdadeiros, onde existem formulários que a vítima deve preencher com as informações solicitadas. O conteúdo preenchido no formulário é enviado ao estelionatário.
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