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	<title>Redes &#187; Cabeamento</title>
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	<description>Tudo sobre redes de computadores</description>
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		<title>Aprenda a Compartilhar Internet Banda Larga</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 21:49:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rede</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Atualmente, em virtude dos valores mais acessíveis e melhor custo benefício, a maioria dos usuários de computador e internet conta com conexões de acesso rápido em casa. Ainda falando em facilidades, nos dias de hoje também está mais simples e acessível a aquisição de equipamentos e não é incomum ter mais do que um PC [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-medium wp-image-511" title="interna3rede" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2009/01/interna3rede-300x225.jpg" alt="interna3rede" width="300" height="225" /></p>
<p>Atualmente, em virtude dos valores mais acessíveis e melhor custo benefício, a maioria dos <strong>usuários</strong> de <a href="http://www.ajudacomputador.org/"><strong>computador</strong></a> e <strong>internet</strong> conta com conexões de acesso rápido em casa.<br />
<span id="more-510"></span><br />
Ainda falando em facilidades, nos dias de hoje também está mais simples e acessível a aquisição de equipamentos e não é incomum ter mais do que um <strong>PC </strong>na mesma casa.</p>
<p>Com isso, algumas vezes há a necessidade de se acessar a internet de mais de um <strong>computador </strong>ao mesmo tempo e muitos acabam comprando mais de um ponto de acesso, aumentando consideravelmente o custo mensal do serviço.</p>
<p>O que nem sempre é um fato conhecido é que, para compartilhar a <strong>internet banda larga </strong>entre mais de um <strong>computador</strong>, não é obrigatório se adquirir junto à prestadora do serviço mais de um ponto de acesso, basta montar uma pequena rede doméstica para se compartilhar a conexão.</p>
<p>Para isso, você precisará de alguns equipamentos como um roteador, um <strong>hub</strong>/<strong>switch </strong>(caso seu modem seja um roteador mas não possua o número de portas necessárias para o compartilhamento, por exemplo) e cabos de rede conforme a quantidade de computadores que compartilharão a mesma <strong>conexão</strong>. Cabe sempre lembrar que a velocidade de conexão será compartilhada entre os <strong>PCs </strong>conectados à <strong>rede</strong>.</p>
<p>Um <strong>roteador</strong>, de uma maneira simples, é o aparelho que fará a ponte da conexão entre o <strong>modem </strong>e os <strong>computadores</strong>. Um dos cuidados que deve ser tomado em sua aquisição é verificar se o número de portas (entradas nas quais os computadores serão ligados) disponível nele é compatível com sua necessidade.</p>
<p>Alguns <strong>modems </strong>já são <strong>roteadores </strong>e só será preciso comprar um hub/switch para efetuar a conexão dos computadores caso ele não conte com o número de portas desejadas. Para verificar se este é seu caso, verifique no manual do aparelho ou entre em contato com o fabricante.</p>
<p>Então, basta pegar um <strong>cabo </strong>de rede pino-a-pino para cada computador. Normalmente, estes cabos são azuis ou cinzas e como todos os outros equipamentos citados, podem ser adquiridos em lojas de informática no tamanho necessário.</p>
<p>á em posse dos equipamentos, por meio de um cabo de rede, ligue seu modem — já instalado à conexão de internet e previamente configurado — ao roteador na entrada apropriada (algumas vezes esta entrada é especificada no roteador como “<strong>WAN</strong>”, mas para se certifica, consulte o manual do aparelho). Feito isso, conecte os outros cabos de rede na entrada dos computadores e em qualquer uma das portas do roteador.</p>
<p>Não se esqueda que todos os computadores conectados devem receber um <strong>IP </strong>automaticamente. Isso já é uma configuração padrão do <strong>Windows</strong>, mas para ter certeza, acesse o “<strong>Painel de Controle</strong>” eescolha a opção “<strong>Conexões de rede</strong>”.</p>
<p>Na tela seguinte, clique com o botão direito do mouse sobre a conexão sem fio e clique em “<strong>Propriedades</strong>”. Então, selecione “<strong>Protocolo TCP/IP</strong>” e clique em “Propriedades”. Na tela de configurações, verifique se as opções “<strong>Obter endereço IP automaticamente</strong>” e “<strong>Obter endereço dos servidores DNS automaticamente</strong>” estão selecionadas.</p>
<p>Ao término deste procedimento, sua conexão já estará compartilhada entre todos os computadores ligados. Por meio desta rede, você também poderá compartilhar arquivos e impressoras, bastando configurá-la para tal função em todos os computadores.</p>
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		<title>O que é Fibra Óptica?</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Dec 2008 20:48:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rede</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cabeamento]]></category>
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		<description><![CDATA[Os cabos de fibra óptica utilizam o fenômeno da refração interna total para transmitir feixes de luz a longas distâncias. Um núcleo de vidro muito fino, feito de sílica com alto grau de pureza é envolvido por uma camada (também de sílica) com índice de refração mais baixo, chamada de cladding, o que faz com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-351" title="cap1-12_html_6ecfbe7d" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-12_html_6ecfbe7d.jpg" alt="cap1-12_html_6ecfbe7d" width="528" height="306" /></p>
<p>Os cabos de fibra óptica utilizam o fenômeno da refração interna total para transmitir feixes de luz a longas distâncias. Um núcleo de vidro muito fino, feito de sílica com alto grau de pureza é envolvido por uma camada (também de sílica) com índice de refração mais baixo, chamada de cladding, o que faz com que a luz transmitida pelo núcleo de fibra seja refletida pelas paredes internas do cabo.<br />
<span id="more-350"></span><br />
Com isso, apesar de ser transparente, a fibra é capaz de conduzir a luz por longas distâncias, com um índice de perda muito pequeno.</p>
<p>Embora a sílica seja um material abundante, os cabos de fibra óptica são caros devido ao complicado processo de fabricação, assim como no caso dos processadores, que são produzidos a partir do silício. A diferença entre sílica e silício é que o silício é o elemento Si puro, enquanto a sílica é composta por dióxido de silício, composto por um átomo de silício e dois de oxigênio. O silício é cinza escuro e obstrui a passagem da luz, enquanto a sílica é transparente.</p>
<p>O núcleo e o cladding são os dois componentes funcionais da fibra óptica. Eles formam um conjunto muito fino (com cerca de 125 microns, ou seja, pouco mais de um décimo de um milímetro) e frágil, que é recoberto por uma camada mais espessa de um material protetor, que tem a finalidade de fortalecer o cabo e atenuar impactos chamado de coating, ou buffer. O cabo resultante é então protegido por uma malha de fibras protetoras, composta de fibras de kevlar (que têm a função de evitar que o cabo seja danificado ou partido quando puxado) e por uma nova cobertura plástica, chamada de jacket, ou jaqueta, que sela o cabo:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-352" title="cap1-12_html_232d9133" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-12_html_232d9133.jpg" alt="cap1-12_html_232d9133" width="300" height="313" /><br />
<img class="alignnone size-full wp-image-353" title="cap1-12_html_m5919149b" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-12_html_m5919149b.jpg" alt="cap1-12_html_m5919149b" width="640" height="230" /></p>
<p>Cabos destinados a redes locais tipicamente contêm um único fio de fibra, mas cabos destinados a links de longa distância e ao uso na área de telecomunicações contêm vários fios, que compartilham as fibras de kevlar e a cobertura externa:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-354" title="cap1-12_html_7762c781" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-12_html_7762c781.jpg" alt="cap1-12_html_7762c781" width="367" height="276" /></p>
<p>Como os fios de fibra são muito finos, é possível incluir um grande volume deles em um cabo de tamanho modesto, o que é uma grande vantagem sobre os fios de cobre. Como a capacidade de transmissão de cada fio de fibra é bem maior que a de cada fio de cobre e eles precisam de um volume muito menor de circuitos de apoio, como repetidores, usar fibra em links de longa distância acaba saindo mais barato. Outra vantagem é que os cabos de fibra são imunes a interferência eletromagnética, já que transmitem luz e não sinais elétricos, o que permite que sejam usados mesmo em ambientes onde o uso de fios de cobre é problemático.</p>
<p>Como criar links de longa distância cavando valas ou usando cabos submarinos é muito caro, é normal que seja usado um volume de cabos muito maior que o necessário. Os cabos adicionais são chamados de fibra escura (dark fiber), não por causa da cor, mas pelo fato de não serem usados. Eles ficam disponíveis para expansões futuras e para substituição de cabos rompidos ou danificados. Quando ouvir falar em padrões &#8220;para fibras escuras&#8221;, tenha em mente que são justamente padrões de transmissão adaptados para uso de fibras antigas ou de mais baixa qualidade, que estão disponíveis como sobras de instalações anteriores.</p>
<p>A transmissão de dados usando sinais luminosos oferece desafios, já que os circuitos eletrônicos utilizam eletricidade e não luz. Para solucionar o problema, é utilizado um transmissor óptico, que converte o sinal elétrico no sinal luminoso enviado através da fibra e um receptor, que faz o processo inverso. O transmissor utiliza uma fonte de luz, combinada com uma lente, que concentra o sinal luminoso, aumentando a percentagem que é efetivamente transmitida pelo cabo. Do outro lado, é usado um receptor ótico, que amplifica o sinal recebido e o transforma novamente nos sinais elétricos que são processados.</p>
<p>Para reduzir a atenuação, não é utilizada luz visível, mas sim luz infravermelha, com comprimentos de onda de 850 a 1550 nanômetros, de acordo com o padrão de rede usado. Antigamente, eram utilizados LEDs nos transmissores, já que eles são uma tecnologia mais barata, mas com a introdução dos padrões Gigabit e 10 Gigabit eles foram quase que inteiramente substituídos por laseres, que oferecem um chaveamento mais rápido, suportando, assim, a velocidade de transmissão exigida pelos novos padrões de rede.</p>
<p>Existem padrões de fibra óptica para uso em redes Ethernet desde as redes de 10 megabits. Antigamente, o uso de fibra óptica em redes Ethernet era bastante raro, mas com o lançamento dos padrões de 10 gigabits a utilização vem crescendo, com os links de fibra sendo usados sobretudo para criar backbones e links de longa distância.</p>
<p>Existem dois tipos de cabos de fibra óptica, os multimodo ou MMF (multimode fibre) e os monomodo ou SMF (singlemode fibre). As fibras monomodo possuem um núcleo muito mais fino, de 8 a 10 mícrons de diâmetro, enquanto as multimodo utilizam núcleos mais espessos, tipicamente com 62.5 microns:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-355" title="cap1-12_html_m24227228" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-12_html_m24227228.jpg" alt="cap1-12_html_m24227228" width="480" height="328" /></p>
<p>As fibras multimodo são mais baratas e o núcleo mais espesso demanda uma precisão menor nas conexões, o que torna a instalação mais simples, mas, em compensação, a atenuação do sinal luminoso é muito maior.</p>
<p>Isso acontece porque o pequeno diâmetro do núcleo das fibras monomodo faz com que a luz se concentre em um único feixe, que percorre todo o cabo com um número relativamente pequeno de reflexões. O núcleo mais espesso das fibras multimodo, por sua vez, favorece a divisão do sinal em vários feixes separados, que ricocheteiam dentro do cabo em pontos diferentes, aumentando brutalmente a perda durante a transmissão, como você pode ver nos desenhos a seguir:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-356" title="cap1-12_html_34987904" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-12_html_34987904.png" alt="cap1-12_html_34987904" width="640" height="153" /></p>
<p>Para efeito de comparação, as fibras multimodo permitem um alcance de até 550 metros no Gigabit Ethernet e 300 metros no 10 Gigabit, enquanto as fibras monomodo podem atingir até 80 km no padrão 10 Gigabit. Esta brutal diferença faz com que as fibras multimodo sejam utilizadas apenas em conexões de curta distância, já que sairia muito mais caro usar cabos multimodo e repetidores do que usar um único cabo monomodo de um ponto ao outro.</p>
<p>Fonte: Livros Carlos Morimoto</p>
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		<title>Aprenda a Crimpar Cabos de Rede</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Dec 2008 14:52:53 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A ferramenta básica para crimpar os cabos é o alicate de crimpagem. Ele &#8220;esmaga&#8221; os contatos do conector, fazendo com que as facas-contato perfurem a cobertura plástica e façam contato com os fios do cabo de rede: É possível comprar alicates de crimpagem razoáveis por pouco mais de 50 reais, mas existem alicates de crimpagem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-332" title="cap1-17_html_2ee6c863" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-17_html_2ee6c863.jpg" alt="cap1-17_html_2ee6c863" width="480" height="268" /></p>
<p>A ferramenta básica para crimpar os cabos é o alicate de crimpagem.<br />
<span id="more-331"></span><br />
Ele &#8220;esmaga&#8221; os contatos do conector, fazendo com que as facas-contato perfurem a cobertura plástica e façam contato com os fios do cabo de rede:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-333" title="cap1-17_html_cb5f080" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-17_html_cb5f080.jpg" alt="cap1-17_html_cb5f080" width="373" height="298" /></p>
<p>É possível comprar alicates de crimpagem razoáveis por pouco mais de 50 reais, mas existem alicates de crimpagem para uso profissional que custam bem mais. Existem ainda &#8220;alicates&#8221; mais baratos, com o corpo feito de plástico, que são mais baratos, mas não valem o papelão da embalagem. Alicates de crimpagem precisam ser fortes e precisos, por isso evite produtos muito baratos.</p>
<p>Ao crimpar os cabos de rede, o primeiro passo é descascar os cabos, tomando cuidado para não ferir os fios internos, que são bastante finos. Normalmente, o alicate inclui uma saliência no canto da guilhotina, que serve bem para isso. Existem também descascadores de cabos específicos para cabos de rede, que são sempre um item bem-vindo na caixa de ferramentas:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-334" title="cap1-17_html_m368e8b4b" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-17_html_m368e8b4b.jpg" alt="cap1-17_html_m368e8b4b" width="480" height="349" /></p>
<p>Os quatro pares do cabo são diferenciados por cores. Um par é laranja, outro é azul, outro é verde e o último é marrom. Um dos cabos de cada par tem uma cor sólida e o outro é mais claro ou malhado, misturando a cor e pontos de branco. É pelas cores que diferenciamos os 8 fios.</p>
<p>O segundo passo é destrançar os cabos, deixando-os soltos. Para facilitar o trabalho, descasque um pedaço grande do cabo, uns 5 ou 6 centímetros, para poder organizar os cabos com mais facilidade e depois corte o excesso, deixando apenas a meia polegada de cabo (1.27 cm, ou menos) que entrará dentro do conector.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-335" title="cap1-17_html_m5550497f" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-17_html_m5550497f.jpg" alt="cap1-17_html_m5550497f" width="480" height="341" /></p>
<p>O próprio alicate de crimpagem inclui uma guilhotina para cortar os cabos, mas operá-la exige um pouco de prática, pois você precisa segurar o cabo com uma das mãos, mantendo os fios na ordem correta e manejar o alicate com a outra. A guilhotina faz um corte reto, deixando os fios prontos para serem inseridos dentro do conector, você só precisa mantê-los firmes enquanto encaixa e crimpa o conector.</p>
<p>Existem dois padrões para a ordem dos fios dentro do conector, o EIA 568B (o mais comum) e o EIA 568A. A diferença entre os dois é que a posição dos pares de cabos laranja e verde são invertidos dentro do conector.</p>
<p>Existe muita discussão em relação com qual dos dois é &#8220;melhor&#8221;, mas na prática não existe diferença de conectividade entre os dois padrões. A única observação é que você deve cabear toda a rede utilizando o mesmo padrão. Como o EIA 568B é de longe o mais comum, recomendo que você o utilize ao crimpar seus próprios cabos.</p>
<p>Uma observação é que muitos cabos são certificados para apenas um dos dois padrões; caso encontre instruções referentes a isso nas especificações, ou decalcadas no próprio cabo, crimpe os cabos usando o padrão indicado.</p>
<p>No padrão EIA 568B, a ordem dos fios dentro do conector (em ambos os lados do cabo) é a seguinte:</p>
<p>1- Branco com Laranja<br />
2- Laranja<br />
3- Branco com Verde<br />
4- Azul<br />
5- Branco com Azul<br />
6- Verde<br />
7- Branco com Marrom<br />
8- Marrom</p>
<p>Os cabos são encaixados nessa ordem, com a trava do conector virada para baixo, como no diagrama:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-336" title="cap1-17_html_m3721a5c6" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-17_html_m3721a5c6.png" alt="cap1-17_html_m3721a5c6" width="252" height="95" /></p>
<p>Ou seja, se você olhar o conector &#8220;de cima&#8221;, vendo a trava, o par de fios laranja estará à direita e, se olhar o conector &#8220;de baixo&#8221;, vendo os contatos, eles estarão à esquerda. Este outro diagrama mostra melhor como fica a posição dos cabos dentro do conector:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-337" title="cap1-17_html_m6c9967e4" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-17_html_m6c9967e4.png" alt="cap1-17_html_m6c9967e4" width="193" height="207" /></p>
<p>O cabo crimpado com a mesma disposição de fios em ambos os lados do cabo é chamado de cabo &#8220;reto&#8221;, ou straight. Este é o tipo &#8220;normal&#8221; de cabo, usado para ligar os micros ao switch ou ao roteador da rede. Existe ainda um outro tipo de cabo, chamado de &#8220;cross-over&#8221; (também chamado de cabo cross, ou cabo cruzado), que permite ligar diretamente dois micros, sem precisar do hub ou switch. Ele é uma opção mais barata quando você tem apenas dois micros.</p>
<p>No cabo cruzado, a posição dos fios é diferente nos dois conectores, de forma que o par usado para enviar dados (TX) seja ligado na posição de recepção (RX) do segundo micro e vice-versa. De um dos lados a pinagem é a mesma de um cabo de rede normal, enquanto no outro a posição dos pares verde e laranja são trocados. Daí vem o nome cross-over, que significa, literalmente, &#8220;cruzado na ponta&#8221;:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-338" title="cap1-17_html_62cd8e15" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-17_html_62cd8e15.gif" alt="cap1-17_html_62cd8e15" width="420" height="168" /></p>
<p>Esquema dos contatos de envio e recepção em um cabo cross-over</p>
<p>Para fazer um cabo cross-over, você crimpa uma das pontas seguindo o padrão EIA 568B que vimos acima e a outra utilizando o padrão EIA 568A, onde são trocadas as posições dos pares verde e laranja:</p>
<p>1- Branco com Verde<br />
2- Verde<br />
3- Branco com Laranja<br />
4- Azul<br />
5- Branco com Azul<br />
6- Laranja<br />
7- Branco com Marrom<br />
8- Marrom</p>
<p>A maioria dos switches atuais são capazes de &#8220;descruzar&#8221; os cabos automaticamente quando necessário, permitindo que você misture cabos normais e cabos cross-over dentro do cabeamento da rede. Graças a isso, a rede vai funcionar mesmo que você use um cabo cross-over para conectar um dos micros ao hub por engano.</p>
<p>Este cabo cross-over &#8220;clássico&#8221; pode ser usado para ligar placas de 10 ou 100 megabits, onde as transmissões são na realidade feitas usando apenas dois dos pares dos cabos. Placas e switches Gigabit Ethernet utilizam os quatro pares e por isso precisam de um cabo cross-over especial, crimpado com uma pinagem diferente. Usando um cabo cross convencional, a rede até funciona, mas as placas são forçadas a reduzir a velocidade de transmissão para 100 megabits, de forma a se adaptarem ao cabeamento.</p>
<p>Para fazer um cabo cross-over Gigabit Ethernet, você deve utilizar o padrão EIA 568B (Branco com Laranja, Laranja, Branco com Verde, Azul, Branco com Azul, Verde, Branco com Marrom, Marrom) de um dos lados do cabo, como usaria ao crimpar um cabo normal. A mudança vem ao crimpar o outro lado do cabo, onde é usada a seguinte pinagem:</p>
<p>1- Branco com Verde<br />
2- Verde<br />
3- Branco com Laranja<br />
4- Branco com Marrom<br />
5- Marrom<br />
6- Laranja<br />
7- Azul<br />
8- Branco com Azul</p>
<p>Muitos switches e também algumas placas Gigabit podem ser ligados diretamente usando cabos straight, pois os transmissores são capazes de ajustar a transmissão via software, recurso chamado de Auto-MDI/MDI-X. Entretanto, nem todos os dispositivos suportam o recurso, de forma que os cabos cross-over ainda são necessários em diversas situações.</p>
<p>Revisando, os padrões para os três tipos de cabos são:</p>
<table style="page-break-inside: avoid;" border="1" cellspacing="0" cellpadding="4" width="482" bordercolor="#000000">
<tbody>
<tr>
<td colspan="2" width="472" valign="top" bgcolor="#000000">
<p class="western" align="center"><span style="font-size: x-small;"><strong>Cabo 				straight (10, 100 ou 1000 megabits):</strong></span></p>
</td>
</tr>
<tr valign="top">
<td width="232" bgcolor="#e6e6e6">
<p class="western" style="margin-left: 1.25cm; margin-top: 0.4cm; font-style: normal;" align="left"><span style="font-family: Bitstream Vera Sans Mono;"><span style="font-size: x-small;">1- 				Branco com Laranja<br />
2- Laranja<br />
3- Branco com Verde<br />
4- 				Azul<br />
5- Branco com Azul<br />
6- Verde<br />
7- Branco com Marrom<br />
8- 				Marrom</span></span></td>
<td width="232" bgcolor="#e6e6e6">
<p class="western" style="margin-left: 1.25cm; margin-top: 0.4cm; font-style: normal;" align="left"><span style="font-family: Bitstream Vera Sans Mono;"><span style="font-size: x-small;">1- 				Branco com Laranja<br />
2- Laranja<br />
3- Branco com Verde<br />
4- 				Azul<br />
5- Branco com Azul<br />
6- Verde<br />
7- Branco com Marrom<br />
8- 				Marrom</span></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table style="page-break-inside: avoid;" border="1" cellspacing="0" cellpadding="4" width="482" bordercolor="#000000">
<tbody>
<tr>
<td colspan="2" width="472" valign="top" bgcolor="#000000">
<p class="western" align="center"><span style="font-size: x-small;"><strong>Cabo 				cross-over (10 ou 100 megabits):</strong></span></p>
</td>
</tr>
<tr valign="top">
<td width="232" bgcolor="#e6e6e6">
<p class="western" style="margin-left: 1.25cm; margin-top: 0.4cm; font-style: normal;" align="left"><span style="font-family: Bitstream Vera Sans Mono;"><span style="font-size: x-small;">1- 				Branco com Laranja<br />
2- Laranja<br />
3- Branco com Verde<br />
4- 				Azul<br />
5- Branco com Azul<br />
6- Verde<br />
7- Branco com Marrom<br />
8- 				Marrom</span></span></td>
<td width="232" bgcolor="#e6e6e6">
<p class="western" style="margin-left: 1.25cm; margin-top: 0.4cm; font-style: normal;" align="justify"><span style="font-family: Bitstream Vera Sans Mono;"><span style="font-size: x-small;">1- 				Branco com Verde<br />
2- Verde<br />
3- Branco com Laranja<br />
4- 				Azul<br />
5- Branco com Azul<br />
6- Laranja<br />
7- Branco com 				Marrom<br />
8- Marrom</span></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: center;">
<table style="page-break-inside: avoid;" border="1" cellspacing="0" cellpadding="4" width="482" bordercolor="#000000">
<tbody>
<tr>
<td colspan="2" width="472" valign="top" bgcolor="#000000">
<p class="western" align="center"><span style="font-size: x-small;"><strong>Cabo 				cross-over para Gigabit Ethernet</strong></span></p>
</td>
</tr>
<tr valign="top">
<td width="232" bgcolor="#e6e6e6">
<p class="western" style="margin-left: 1.25cm; margin-top: 0.4cm; font-style: normal;" align="left"><span style="font-family: Bitstream Vera Sans Mono;"><span style="font-size: x-small;">1- 				Branco com Laranja<br />
2- Laranja<br />
3- Branco com Verde<br />
4- 				Azul<br />
5- Branco com Azul<br />
6- Verde<br />
7- Branco com Marrom<br />
8- 				Marrom</span></span></td>
<td width="232" bgcolor="#e6e6e6">
<p class="western" style="margin-left: 1.25cm; margin-top: 0.4cm; font-style: normal;" align="justify"><span style="font-family: Bitstream Vera Sans Mono;"><span style="font-size: x-small;">1- 				Branco com Verde<br />
2- Verde<br />
3- Branco com Laranja<br />
4- 				Branco com Marrom<br />
5- Marrom<br />
6- Laranja<br />
7- Azul<br />
8- 				Branco com Azul</span></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Ao crimpar, você deve retirar apenas a capa externa do cabo e não descascar individualmente os fios, pois isso, ao invés de ajudar, serviria apenas para causar mau contato, deixando frouxo o encaixe com os pinos do conector.</p>
<p>A função do alicate é fornecer pressão suficiente para que os pinos do conector RJ-45, que internamente possuem a forma de lâminas, esmaguem os fios do cabo, alcançando o fio de cobre e criando o contato:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-339" title="cap1-17_html_185817a6" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-17_html_185817a6.jpg" alt="cap1-17_html_185817a6" width="400" height="123" /><br />
<img class="alignnone size-full wp-image-340" title="cap1-17_html_18f1aacf" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-17_html_18f1aacf.jpg" alt="cap1-17_html_18f1aacf" width="400" height="133" /></p>
<p>Como os fios dos cabos de rede são bastante duros, é preciso uma boa dose de força para que o conector fique firme, daí a necessidade de usar um alicate resistente. Não tenha medo de quebrar ou danificar o alicate ao crimpar, use toda a sua força:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-341" title="cap1-17_html_726c049b" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-17_html_726c049b.jpg" alt="cap1-17_html_726c049b" width="480" height="360" /></p>
<p>É preciso um pouco de atenção ao cortar e encaixar os fios dentro do conector, pois eles precisam ficar perfeitamente retos. Isso demanda um pouco de prática. No começo, você vai sempre errar algumas vezes antes de conseguir.</p>
<p>Veja que o que protege os cabos contra as interferências externas são justamente as tranças. A parte destrançada que entra no conector é o ponto fraco do cabo, onde ele é mais vulnerável a todo tipo de interferência. Por isso, é recomendável deixar o menor espaço possível sem as tranças. Para crimpar cabos dentro do padrão, você precisa deixar menos de meia polegada de cabo (1.27 cm) destrançado. Você só vai conseguir isso cortando o excesso de cabo solto antes de encaixar o conector, como na foto:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-342" title="cap1-17_html_48906780" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-17_html_48906780.jpg" alt="cap1-17_html_48906780" width="320" height="221" /></p>
<p>Outra observação é que, além de ser preso pelos conectores metálicos, o cabo é preso dentro do conector através de uma trava plástica, que é também presa ao crimpar o cabo. A trava prende o cabo através da cobertura plástica, por isso é importante cortar todo o excesso de cabo destrançado, fazendo com que parte da cobertura plástica fique dentro do conector e seja presa pela trava. Sem isso, os contatos podem facilmente ser rompidos com qualquer esbarrão, tornando a rede como um todo menos confiável.</p>
<p>Além do cabo e do conector RJ-45, existem dois acessórios, que você pode ou não usar em seus cabos, conforme a disponibilidade. O primeiro são as capas plásticas (boots), que são usadas nas pontas dos cabos para melhorar o aspecto visual. Por estarem disponíveis em várias cores, elas podem ser também usadas para identificar os cabos, mas com exceção disso elas são puramente decorativas, não possuem nenhuma outra função. Para usá-las, basta colocar a capa antes do conector:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-343" title="cap1-17_html_26219ae8" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-17_html_26219ae8.jpg" alt="cap1-17_html_26219ae8" width="400" height="250" /></p>
<p>Boots</p>
<p>O segundo são os inserts, que são um tipo de suporte plástico que vai dentro do conector. Depois de destrançar, organizar e cortar o excesso de cabo, você passa os 8 fios dentro do insert e eles os mantêm na posição, facilitando o encaixe no conector.</p>
<p>Os conectores RJ-45 projetados para uso em conjunto com o insert possuem um espaço interno maior para acomodá-lo. Devido a isso, os inserts são fornecidos em conjunto com alguns modelos de conectores e raramente são vendidos separadamente:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-344" title="cap1-17_html_4bf3a0b8" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-17_html_4bf3a0b8.jpg" alt="cap1-17_html_4bf3a0b8" width="400" height="229" /></p>
<p>Insert</p>
<p>O primeiro teste para ver se os cabos foram crimpados corretamente é conectar um dos micros (ligado) ao switch e ver se os LEDs da placas de rede e do hub acendem. Isso mostra que os sinais elétricos enviados estão chegando até o switch e que ele foi capaz de abrir um canal de comunicação com a placa.</p>
<p>Se os LEDs nem acenderem, então não existe o que fazer. Corte os conectores e tente de novo. Infelizmente, os conectores são descartáveis: depois de crimpar errado uma vez, você precisa usar outro novo, aproveitando apenas o cabo. Mais um motivo para prestar atenção <img src='http://www.redescomputadores.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> .</p>
<p>Existem também aparelhos testadores de cabos, que oferecem um diagnóstico muito mais sofisticado, dizendo, por exemplo, se os cabos são adequados para transmissões a 100 ou a 1000 megabits e avisando caso algum dos 8 fios do cabo esteja rompido. Os mais sofisticados avisam inclusive em que ponto o cabo está rompido, permitindo que você aproveite a parte boa.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-345" title="cap1-17_html_m70da7f87" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-17_html_m70da7f87.jpg" alt="cap1-17_html_m70da7f87" width="400" height="322" /></p>
<p>Testador de cabos</p>
<p>Esses aparelhos serão bastante úteis se você for crimpar muitos cabos, mas são dispensáveis para trabalhos esporádicos, pois é muito raro que os cabos venham com fios rompidos de fábrica. Os cabos de rede apresentam também uma boa resistência mecânica e flexibilidade, para que possam passar por dentro de tubulações. Quase sempre os problemas de transmissão surgem por causa de conectores mal crimpados.</p>
<p>Existem ainda modelos mais simples de testadores de cabos, que chegam a custar em torno de 20 reais. Eles realizam apenas um teste de continuidade do cabo, checando se o sinal elétrico chega até a outra ponta e, verificando o nível de atenuação, para certificar-se de que ele cumpre as especificações mínimas. Um conjunto de 8 leds se acende, mostrando o status de cada um dos 8 fios. Se algum fica apagado durante o teste, você sabe que o fio correspondente está partido. A limitação é que eles não são capazes de calcular em que ponto o cabo está partido, de forma que a sua única opção acaba sendo trocar e descartar o cabo inteiro.</p>
<p>Uma curiosidade com relação aos testadores é que algumas placas-mãe da Asus, com rede Yukon Marvel (e, eventualmente, outros modelos lançados futuramente), incluem um software testador de cabos, que pode ser acessado pelo setup, ou através de uma interface dentro do Windows. Ele funciona de uma forma bastante engenhosa. Quando o cabo está partido em algum ponto, o sinal elétrico percorre o cabo até o ponto onde ele está rompido e, por não ter para onde ir, retorna na forma de interferência. O software cronometra o tempo que o sinal demora para ir e voltar, apontando com uma certa precisão depois de quantos metros o cabo está rompido.</p>
<p>Outra dica é que no padrão 100BASE-TX são usados apenas os pares laranja e verde para transmitir dados. Você pode tirar proveito disso para fazer um cabo mini-crossover para levar na sua caixa de ferramentas, usando apenas os pares laranja e verde do cabo. De um lado a pinagem seria: branco com laranja, laranja, branco com verde, nada, nada, verde, nada, nada; e do outro seria: branco com verde, verde, branco com laranja, nada, nada, laranja, nada, nada:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-346" title="cap1-17_html_m4bc571b3" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-17_html_m4bc571b3.jpg" alt="cap1-17_html_m4bc571b3" width="480" height="297" /></p>
<p>Cabo cross de emergência, feito com apenas dois dos pares do cabo</p>
<p>Este é um cabo fora do padrão, que não deve ser usado em instalações, mas, em compensação, ocupa um volume muito menor e pode ser útil em emergências.</p>
<p>Outro componente que pode ser útil em algumas situações é o conector de loopback, que é usado por programas de diagnóstico para testar a placa de rede. Ele é feito usando um único par de fios, ligado nos contatos 1, 2, 3 e 6 do conector, de forma que os dois pinos usados para enviar dados sejam ligados diretamente nos dois pinos de recepção, fazendo com que a placa receba seus próprios dados de volta:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-347" title="cap1-17_html_283996a3" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-17_html_283996a3.jpg" alt="cap1-17_html_283996a3" width="400" height="215" /></p>
<p>Conector de loopback</p>
<p>A pinagem do conector de loopback é:</p>
<p>1- Branco com laranja<br />
2- Laranja<br />
3- Branco com laranja (retornando)<br />
4- nada<br />
5- nada<br />
6- Laranja (retornando)<br />
7- nada<br />
8- nada</p>
<p>Ao plugar o conector na placa de rede, você notará que o link da rede é ativado. Ao usar o comando &#8220;mii-tool&#8221; no Linux, por exemplo, você teria um &#8220;eth0: no link&#8221; com o cabo de rede desconectado e passaria a ter um &#8220;eth0: negotiated 100baseTx-FD, link ok&#8221; depois de encaixar o conector de loopback.</p>
<p>Fonte: Livros Carlos Morimoto</p>
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		<title>Aprenda a escolher o melhor cabo para sua Rede</title>
		<link>http://www.redescomputadores.com/cabeamento/aprenda-a-escolher-o-melhor-cabo-para-sua-rede.html</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Dec 2008 13:34:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rede</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cabeamento]]></category>
		<category><![CDATA[cabeamento de rede]]></category>
		<category><![CDATA[cabos de rede]]></category>
		<category><![CDATA[rede]]></category>
		<category><![CDATA[Redes]]></category>

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		<description><![CDATA[Existem cabos de cat 1 até cat 7. Como os cabos cat 5 são suficientes tanto para redes de 100 quanto de 1000 megabits, eles são os mais comuns e mais baratos, mas os cabos cat 6 e cat 6a estão se popularizando e devem substituí-los ao longo dos próximos anos. Os cabos são vendidos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-270" title="cap1-8_html_m45e821cd" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-8_html_m45e821cd.jpg" alt="cap1-8_html_m45e821cd" width="320" height="301" /></p>
<p>Existem cabos de cat 1 até cat 7. Como os cabos cat 5 são suficientes tanto para redes de 100 quanto de 1000 megabits, eles são os mais comuns e mais baratos, mas os cabos cat 6 e cat 6a estão se popularizando e devem substituí-los ao longo dos próximos anos. Os cabos são vendidos originalmente em caixas de 300 metros, ou 1000 pés (que equivale a 304.8 metros):<br />
<span id="more-269"></span><br />
No caso dos cabos cat 5e, cada caixa custa em torno de 200 reais aqui no Brasil, o que dá cerca 66 centavos o metro. Os cabos de categoria 6 e 6a ainda são mais caros, mas devem cair a um patamar de preço similar ao longo dos próximos anos.</p>
<p>Os cabos de par trançados são compostos por 4 pares de fios de cobre que, como o nome sugere, são trançados entre si. Este sistema cria uma barreira eletromagnética, protegendo as transmissões de interferências externas, sem a necessidade de usar uma camada de blindagem. Este sistema sutil de proteção contrasta com a &#8220;força bruta&#8221; usada nos cabos coaxiais, onde o condutor central é protegido de interferências externas por uma malha metálica.</p>
<p>Para evitar que os sinais de um cabo interfiram com os dos vizinhos, cada par de cabos utiliza um padrão de entrançamento diferente, com um número diferente de tranças por metro, como você pode ver na foto a seguir:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-271" title="cap1-8_html_m6a914e56" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-8_html_m6a914e56.jpg" alt="cap1-8_html_m6a914e56" width="600" height="126" /></p>
<p>O uso de tranças nos cabos é uma idéia antiga, que remonta ao final do século 19, quando a técnica passou a ser utilizada no sistema telefônico, de forma a aumentar a distância que o sinal era capaz de percorrer.</p>
<p>Originalmente, as tranças dos cabos não seguiam um padrão definido, mas, com o passar do tempo, o número de tranças por metro, juntamente com outros detalhes técnicos foram padronizados. Isso permitiu que os cabos de par trançado, originalmente desenvolvidos para transportar sinais de voz, dessem um grande salto de qualidade, passando a atender redes de 10, 100, 1000 e recentemente de 10000 megabits, uma evolução realmente notável.</p>
<p>Para potencializar o efeito da blindagem eletromagnética, as placas de rede utilizam o sistema &#8220;balanced pair&#8221; de transmissão, onde, dentro de cada par, os dois fios enviam o mesmo sinal (e não transmissões separadas, como geralmente se pensa), porém com a polaridade invertida. Para um bit &#8220;1&#8243;, o primeiro fio envia um sinal elétrico positivo, enquanto o outro envia um sinal elétrico negativo:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-272" title="cap1-8_html_7bd5ad9e" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-8_html_7bd5ad9e.png" alt="cap1-8_html_7bd5ad9e" width="480" height="193" /></p>
<p>Ou seja, o segundo fio é usado para enviar uma cópia invertida da transmissão enviada através do primeiro, o que tira proveito das tranças do cabo para criar o campo eletromagnético que protege os sinais contra interferências externas, mesmo nos cabos sem blindagem. Devido a esta técnica de transmissão, os cabos de par trançado são também chamados de &#8220;balanced twisted pair&#8221;, ou &#8220;cabo de par trançado balanceado&#8221;.</p>
<p>À primeira vista, pode parecer um desperdício abrir mão de metade dos fios do cabo, mas sem isso o comprimento máximo dos cabos seria muito menor e as redes seriam muito mais vulneráveis a interferências.</p>
<p>Voltando ao tema inicial, em todas as categorias, a distância máxima permitida é de 100 metros (com exceção das redes 10G com cabos categoria 6, onde a distância máxima cai para apenas 55 metros). O que muda é a freqüência e, conseqüentemente, a taxa máxima de transferência de dados suportada pelo cabo, além do nível de imunidade a interferências externas. Vamos então a uma descrição das categorias de cabos de par trançado existentes:</p>
<p>Categorias 1 e 2: Estas duas categorias de cabos não são mais reconhecidas pela TIA (Telecommunications Industry Association), que é a responsável pela definição dos padrões de cabos. Elas foram usadas no passado em instalações telefônicas e os cabos de categoria 2 chegaram a ser usados em redes Arcnet de 2.5 megabits e redes Token Ring de 4 megabits, mas não são adequados para uso em redes Ethernet.</p>
<p>Categoria 3: Este foi o primeiro padrão de cabos de par trançado desenvolvido especialmente para uso em redes. O padrão é certificado para sinalização de até 16 MHz, o que permitiu seu uso no padrão 10BASE-T, que é o padrão de redes Ethernet de 10 megabits para cabos de par trançado. Existiu ainda um padrão de 100 megabits para cabos de categoria 3, o 100BASE-T4 (que vimos a pouco), mas ele é pouco usado e não é suportado por todas as placas de rede.</p>
<p>A principal diferença do cabo de categoria 3 para os obsoletos cabos de categoria 1 e 2 é o entrançamento dos pares de cabos. Enquanto nos cabos 1 e 2 não existe um padrão definido, os cabos de categoria 3 (assim como os de categoria 4 e 5) possuem pelo menos 24 tranças por metro e, por isso, são muito mais resistentes a ruídos externos. Cada par de cabos tem um número diferente de tranças por metro, o que atenua as interferências entre os pares de cabos.</p>
<p>Categoria 4: Esta categoria de cabos tem uma qualidade um pouco superior e é certificada para sinalização de até 20 MHz. Eles foram usados em redes Token Ring de 16 megabits e também podiam ser utilizados em redes Ethernet em substituição aos cabos de categoria 3, mas na prática isso é incomum. Assim como as categorias 1 e 2, a categoria 4 não é mais reconhecida pela TIA e os cabos não são mais fabricados, ao contrário dos cabos de categoria 3, que continuam sendo usados em instalações telefônicas.</p>
<p>Categoria 5: Os cabos de categoria 5 são o requisito mínimo para redes 100BASE-TX e 1000BASE-T, que são, respectivamente, os padrões de rede de 100 e 1000 megabits usados atualmente. Os cabos cat 5 seguem padrões de fabricação muito mais estritos e suportam freqüências de até 100 MHz, o que representa um grande salto em relação aos cabos cat 3.</p>
<p>Apesar disso, é muito raro encontrar cabos cat 5 à venda atualmente, pois eles foram substituídos pelos cabos categoria 5e (o &#8220;e&#8221; vem de &#8220;enhanced&#8221;), uma versão aperfeiçoada do padrão, com normas mais estritas, desenvolvidas de forma a reduzir a interferência entre os cabos e a perda de sinal, o que ajuda em cabos mais longos, perto dos 100 metros permitidos.</p>
<p>Os cabos cat 5e devem suportar os mesmos 100 MHz dos cabos cat 5, mas este valor é uma especificação mínima e não um número exato. Nada impede que fabricantes produzam cabos acima do padrão, certificando-os para freqüências mais elevadas. Com isso, não é difícil encontrar no mercado cabos cat 5e certificados para 110 MHz, 125 MHz ou mesmo 155 MHz, embora na prática isso não faça muita diferença, já que os 100 MHz são suficientes para as redes 100BASE-TX e 1000BASE-T.</p>
<p>É fácil descobrir qual é a categoria dos cabos, pois a informação vem decalcada no próprio cabo, como na foto:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-273" title="cap1-8_html_m11304441" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-8_html_m11304441.jpg" alt="cap1-8_html_m11304441" width="600" height="131" /></p>
<p>Cabo cat 5E, certificado para o padrão EIA-568-B</p>
<p>Os cabos 5e são os mais comuns atualmente, mas eles estão em processo de substituição pelos cabos categoria 6 e categoria 6a, que podem ser usados em redes de 10 gigabits.</p>
<p>Categoria 6: Esta categoria de cabos foi originalmente desenvolvida para ser usada no padrão Gigabit Ethernet, mas com o desenvolvimento do padrão para cabos categoria 5 sua adoção acabou sendo retardada, já que, embora os cabos categoria 6 ofereçam uma qualidade superior, o alcance continua sendo de apenas 100 metros, de forma que, embora a melhor qualidade dos cabos cat 6 seja sempre desejável, acaba não existindo muito ganho na prática.</p>
<p>Os cabos categoria 6 utilizam especificações ainda mais estritas que os de categoria 5e e suportam freqüências de até 250 MHz. Além de serem usados em substituição dos cabos cat 5 e 5e, eles podem ser usados em redes 10G, mas nesse caso o alcance é de apenas 55 metros.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-274" title="cap1-8_html_m68b37059" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-8_html_m68b37059.jpg" alt="cap1-8_html_m68b37059" width="480" height="128" /></p>
<p>ara permitir o uso de cabos de até 100 metros em redes 10G foi criada uma nova categoria de cabos, a categoria 6a (&#8220;a&#8221; de &#8220;augmented&#8221;, ou ampliado). Eles suportam freqüências de até 500 MHz e utilizam um conjunto de medidas para reduzir a perda de sinal e tornar o cabo mais resistente a interferências.</p>
<p>Você vai encontrar muitas referências na web mencionando que os cabos cat 6a suportam freqüências de até 625 MHz, que foi o valor definido em uma especificação preliminar do 10GBASE-T. Mas, avanços no sistema de modulação permitiram reduzir a freqüência na versão final, chegando aos 500 MHz.</p>
<p>Uma das medidas para reduzir o crosstalk (interferências entre os pares de cabos) no cat 6a foi distanciá-los usando um separador. Isso aumentou a espessura dos cabos de 5.6 mm para 7.9 mm e tornou-os um pouco menos flexíveis. A diferença pode parecer pequena, mas ao juntar vários cabos ela se torna considerável:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-275" title="cap1-8_html_7cd4de96" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-8_html_7cd4de96.jpg" alt="cap1-8_html_7cd4de96" width="350" height="200" /><br />
<img class="alignnone size-full wp-image-276" title="cap1-8_html_5c47fb84" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-8_html_5c47fb84.jpg" alt="cap1-8_html_5c47fb84" width="325" height="180" /></p>
<p>Cabo cat 6a, com o espaçador interno e comparação entre a espessura do<br />
mesmo volume de cabos cat 5e e cat 6a</p>
<p>É importante notar que existe também diferenças de qualidade entre os conectores RJ-45 destinados a cabos categoria 5 e os cabos cat 6 e cat 6a, de forma que é importante checar as especificações na hora da compra.</p>
<p>Aqui temos um conector RJ-45 cat 5 ao lado de um cat 6. Vendo os dois lado a lado é possível notar pequenas diferenças, a principal delas é que no conector cat 5 os 8 fios do cabo ficam lado a lado, formando uma linha reta, enquanto no conector cat 6 eles são dispostos em zig-zag, uma medida para reduzir o cross-talk e a perda de sinal no conector:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-277" title="cap1-8_html_m45e821cd1" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-8_html_m45e821cd1.jpg" alt="cap1-8_html_m45e821cd1" width="320" height="301" /><br />
<img class="alignnone size-full wp-image-278" title="cap1-8_html_m7cc70c06" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-8_html_m7cc70c06.jpg" alt="cap1-8_html_m7cc70c06" width="320" height="303" /></p>
<p>Embora o formato e a aparência seja a mesma, os conectores RJ-45 destinados a cabos cat 6 e cat 6a utilizam novos materiais, suportam freqüências mais altas e introduzem muito menos ruído no sinal. Utilizando conectores RJ-45 cat 5, seu cabeamento é considerado cat 5, mesmo que sejam utilizados cabos cat 6 ou 6a.</p>
<p>O mesmo se aplica a outros componentes do cabeamento, como patch-panels, tomadas, keystone jacks (os conectores fêmea usados em tomadas de parede) e assim por diante. Componentes cat 6 em diante costumam trazer a categoria decalcada (uma forma de os fabricantes diferenciarem seus produtos, já que componentes cat 6 e 6a são mais caros), como nestes keystone jacks onde você nota o &#8220;CAT 6&#8243; escrito em baixo relevo:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-279" title="cap1-8_html_m6a39cfb" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-8_html_m6a39cfb.jpg" alt="cap1-8_html_m6a39cfb" width="480" height="240" /></p>
<p>Keystone jacks categoria 6</p>
<p>Existem também os cabos categoria 7, que podem vir a ser usados no padrão de 100 gigabits, que está em estágio inicial de desenvolvimento.</p>
<p>Outro padrão que pode vir (ou não) a ser usado no futuro são os conectores TERA, padrão desenvolvido pela Siemon. Embora muito mais caro e complexo que os conectores RJ45 atuais, o TERA oferece a vantagem de ser inteiramente blindado e utilizar um sistema especial de encaixe, que reduz a possibilidade de mal contato:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-280" title="cap1-8_html_m3ec04edd" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-8_html_m3ec04edd.jpg" alt="cap1-8_html_m3ec04edd" width="279" height="179" /></p>
<p>Conectores TERA</p>
<p>O TERA foi cogitado para ser usado no padrão 10GBASE-T, mas a idéia foi abandonada. Agora ele figura como um possível candidato para as redes de 100 gigabits, embora até o momento nada esteja confirmado.</p>
<p>Cabos de padrões superiores podem ser usados em substituição de cabos dos padrões antigos, além de trazerem a possibilidade de serem aproveitados nos padrões de rede seguintes. Entretanto, investir em cabos de um padrão superior ao que você precisa nem sempre é uma boa idéia, já que cabos de padrões recém-introduzidos são mais caros e difíceis de encontrar. Além disso, não existe garantia de que os cabos usados serão mesmo suportados dentro do próximo padrão de redes até que ele esteja efetivamente concluído.</p>
<p>Por exemplo, quem investiu em cabos de categoria 6, pensando em aproveitá-los em redes de 10 gigabits acabou se frustrando, pois no padrão 10G a distância máxima usando cabos cat 6 caiu para apenas 55 metros e foi introduzido um novo padrão, o 6a. O mesmo pode acontecer com os cabos categoria 7; não existe nenhuma garantia de que eles sejam mesmo suportados no padrão de 100 gigabits. Pode muito bem ser introduzido um novo padrão de cabos, ou mesmo que os cabos de cobre sejam abandonados em favor dos de fibra óptica.</p>
<p>Continuando, temos também a questão da blindagem, que não tem relação direta com a categoria do cabo. Os cabos sem blindagem são mais baratos, mais flexíveis e mais fáceis de crimpar e por isso são de longe os mais populares, mas os cabos blindados podem prestar bons serviços em ambientes com forte interferência eletromagnética, como grandes motores elétricos ou grandes antenas de transmissão muito próximas.</p>
<p>Outras fontes menores de interferências são as lâmpadas fluorescentes (principalmente lâmpadas cansadas, que ficam piscando), cabos elétricos, quando colocados lado a lado com os cabos de rede, e até mesmo telefones celulares muito próximos dos cabos. Este tipo de interferência não chega a interromper o funcionamento da rede, mas pode causar perda de pacotes.</p>
<p>No final de cada frame Ethernet são incluídos 32 bits de CRC, que permitem verificar a sua integridade. Ao receber cada frame, a estação verifica se a soma dos bits bate com o valor do CRC. Sempre que a soma der errado, ela solicita a retransmissão do pacote, o que é repetido indefinidamente, até que ela receba uma cópia intacta. Sobre este sistema de verificação feito pelas placas de rede (nível 2 do modelo OSI) ainda temos a verificação feita pelo protocolo TCP (nível 4), que age de forma similar, verificando a integridade dos pacotes e solicitando retransmissão dos pacotes danificados. Esta dupla verificação garante uma confiabilidade muito boa.</p>
<p>Mesmo em uma rede bem cabeada, frames retransmitidos são uma ocorrência normal, já que nenhum cabeamento é perfeito, mas um grande volume deles são um indício de que algo está errado. Quanto mais intensa for a interferência, maior será o volume de frames corrompidos e de retransmissões e pior será o desempenho da rede, tornando mais vantajoso o uso de cabos blindados.</p>
<p>Os cabos sem blindagem são chamados de UTP (Unshielded Twisted Pair, que significa, literalmente, &#8220;cabo de par trançado sem blindagem&#8221;). Os cabos blindados, por sua vez, se dividem em três categorias: FTP, STP e SSTP.</p>
<p>Os cabos FTP (Foiled Twisted Pair) são os que utilizam a blindagem mais simples. Neles, uma fina folha de aço ou de liga de alumínio envolve todos os pares do cabo, protegendo-os contra interferências externas, mas sem fazer nada com relação ao crosstalk, ou seja, a interferência entre os pares de cabos:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-281" title="cap1-8_html_2a00e7f1" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-8_html_2a00e7f1.jpg" alt="cap1-8_html_2a00e7f1" width="366" height="99" /></p>
<p>Cabo FTP</p>
<p>Os cabos STP (Shielded Twisted Pair) vão um pouco além, usando uma blindagem individual para cada par de cabos. Isso reduz o crosstalk e melhora a tolerância do cabo com relação à distância, o que pode ser usado em situações onde for necessário crimpar cabos fora do padrão, com mais de 100 metros:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-283" title="cap1-8_html_m6fbf1af5" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-8_html_m6fbf1af5.jpg" alt="cap1-8_html_m6fbf1af5" width="480" height="207" /></p>
<p>Cabo FTP</p>
<p>Os cabos STP (Shielded Twisted Pair) vão um pouco além, usando uma blindagem individual para cada par de cabos. Isso reduz o crosstalk e melhora a tolerância do cabo com relação à distância, o que pode ser usado em situações onde for necessário crimpar cabos fora do padrão, com mais de 100 metros:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-284" title="cap1-8_html_1ead600a1" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-8_html_1ead600a1.jpg" alt="cap1-8_html_1ead600a1" width="480" height="180" /></p>
<p>Cabo SSTP</p>
<p>Para melhores resultados, os cabos blindados devem ser combinados com conectores RJ-45 blindados. Eles incluem uma proteção metálica que protege a parte destrançada do cabo que vai dentro do conector, evitando que ela se torne o elo mais fraco da cadeia:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-285" title="cap1-8_html_m7d4839b2" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-8_html_m7d4839b2.jpg" alt="cap1-8_html_m7d4839b2" width="320" height="244" /><br />
<img class="alignnone size-full wp-image-286" title="cap1-8_html_m75a25cb6" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-8_html_m75a25cb6.jpg" alt="cap1-8_html_m75a25cb6" width="350" height="270" /></p>
<p>Conectores RJ-45 blindados</p>
<p>Quanto maior for o nível de interferência, mais vantajosa será a instalação de cabos blindados. Entretanto, em ambientes normais os cabos sem blindagem funcionam perfeitamente bem; justamente por isso os cabos blindados são pouco usados.</p>
<p>Concluindo, existem também cabos de rede com fios sólidos e também cabos stranded (de várias fibras, também chamados de patch), onde os 8 fios internos são compostos por fios mais finos. Os cabos sólidos são os mais comuns e são os recomendados para uso geral, pois oferecem uma menor atenuação do sinal (cerca de 20% menos, considerando dois cabos de qualidade similar):</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-287" title="cap1-8_html_m6d90a9f1" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-8_html_m6d90a9f1.png" alt="cap1-8_html_m6d90a9f1" width="480" height="202" /></p>
<p>Visão interna de um cabo sólido e de um cabo stranded</p>
<p>A única vantagem dos cabos stranded é que o uso de múltiplos fios torna os cabos mais flexíveis, o que faz com que sejam muitas vezes preferidos para cabos de interconexão curtos (patch cords), usados para ligar os PCs à tomadas de parede ou ligar o switch ao patch panel (veja detalhes a seguir).</p>
<p>Dentro do padrão, os cabos de rede crimpados com cabos stranded não devem ter mais de 10 metros. Você pode usar um cabo sólido de até 90 metros até a tomada e um cabo stranded de mais 10 metros até o micro, mas não pode fazer um único cabo stranded de 100 metros.</p>
<p>Embora seja um detalhe pouco conhecido, existiram conectores RJ-45 próprios para cabos stranded, onde as facas-contato internas tinham a ponta arredondada. Estes conectores não funcionavam muito bem com cabos sólidos (o formato da faca-contato tornava o contato deficiente). Tínhamos então conectores específicos para cabos sólidos, que utilizavam facas-contato com três lâminas.</p>
<p>Estes dois tipos foram logo substituídos pelos conectores atuais, onde as facas-contato são pontudas, de forma a funcionarem bem com os dois tipos de cabos. Os conectores RJ45 com este tipo de contato (que são praticamente os únicos usados atualmente) são também chamados de conectores universais:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-288" title="cap1-8_html_165b2451" src="http://www.redescomputadores.com/wp-content/uploads/2008/12/cap1-8_html_165b2451.jpg" alt="cap1-8_html_165b2451" width="320" height="185" /></p>
<p>Detalhe da faca-contato de um conector RJ-45</p>
<p>Fonte: Livros Carlos Morimoto</p>
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